out 05, 2016 / by administrador / Nenhum Comentário

O homem construiu pontes, inventou o avião e deslumbrou o mundo com a luz elétrica. O homem escreveu canções e foi à lua. Escreveu cartas de amor e versou sobre indeléveis temas. O homem estabeleceu alicerces poderosos para suntuosas construções. Conquistou o cosmos e desvendou antigos mistérios do vasto universo. Inventou o telefone e estarreceu o mundo com a revolução da internet.
Tanta conquista não é? Porém, o mesmo homem não soube lidar com as questões do coração. Não soube aproximar os seres amados. Inventou o avião e merece reconhecimento, afinal, o avião revolucionou o mundo, porém, não soube voar para dentro de si mesmo. Trouxe os benefícios da luz elétrica, ao mesmo tempo em que escureceu valores.
O humano das canções se perdeu nas pautas do capitalismo e tornou-se indiferente para o que realmente importa. A vida é sem sentido quando a canção é vazia. Escritor de cartas de amor, não compreendeu o tema principal de suas palavras. Construiu alicerces de prédios e desfez o da família. Viajou pelo espaço sideral e não conheceu o mundo de suas pequenas crianças. Desenvolveu o telefone e paradoxalmente se perdeu na comunicação. Trouxe a internet que conecta ao mesmo tempo em que se desligou de sua humanidade.
Para onde caminhamos? Rumo ao futuro dos sonhos ou a um mar de pesadelos? Estamos na rota do bem ou seguimos como trens desgovernados para o frio da maldade? Poderosas realizações contam para nada se os verdadeiros valores são deixados para trás.
Há um questionamento revelador no livro de Marcos, capítulo 8:36, que diz: “De que vale ao homem ganhar o mundo e perder a sua vida?” Podemos expandir a ideia do texto bíblico da seguinte forma:
De que vale ao homem ganhar fortunas e não ter o respeito dos filhos?
De que vale ao homem o brilho de seus bens se não consegue conquistar coisas simples como o respeito das crianças?
De que vale ao homem dominar tecnologias se não domina a si mesmo?
De que vale o ouro acumulado se não aprendemos a repartir com o necessitado?
Em sua primeira carta aos Coríntios, Paulo nos presenteia com as palavras que encerram brilhantemente esse capítulo:
“Se não tivesse amor, nada disso me adiantaria.”