set 21, 2016 / by administrador / Nenhum Comentário

Foi carpinteiro o menino maestro do universo. Organizado e bem disposto, fazia com amor e esmero as atividades que lhe cabia. Era a síntese da perfeição e amigo das coisas simples. De origem modesta, trazia no coração o poder de um propósito mais poderoso que a morte.

Era visto no templo e quando falava o tempo parecia parar para ouvi-lo. Suas palavras intrigavam, instigavam, desafiavam, marcavam, apaixonavam. Amigo de todos, não sabia desprezar ou fazer acepção. Dividia o lanche do recreio e brincava com os amiguinhos. Era seriamente divertido!

Caminhou pelas ensolaradas praias do mar da galileia. De longe se podia ver o brilho do sol circundando sua face encantadora. Seus pés molhados iam deixando um rastro invisível nas águas. Rastros que as crianças podiam ver! Seus passos eram firmes e seu olhar penetrante. Era um promotor da beleza e como dizia Rubem Alves “Quem experimenta a beleza está em comunhão com o sagrado”.

Você podia vê-lo no jardim em meio às flores mais lindas. A noite cobria seu rosto, ali solitário tecia uma prece que alcançava o mundo. Quebrou preconceitos o criador de elos. Desatou laços das prisões internas de homens, mulheres e crianças. Nicodemos que o diga!

Na poeira da estrada deixou o registro de seus passos incansáveis. Nas águas cristalinas matou sua sede e no poço salvou a vida de uma mulher descreditada. Despertou a atenção de ricos, ladrões, pobres e reis!

Ensinou que se ganha enquanto se perde, e que essência é o valor real da vida. Caminhou sobre as águas tempestuosas do coração humano e acalmou seus medos. Como distinto cavalheiro, honrou as mulheres e penso que Maria Madalena possivelmente escreveu um poema para Ele.

Escreveu na areia o artista escritor. Deu ordens ao vento que se acalmou. Abalou o mundo e dividiu a história. Promoveu sonhos, recriou esperanças. Lembrou que para estarmos no céu um dia, deveremos ser puros como as crianças. Contou lindas histórias em cada belo entardecer. Aquecia os corações com a verdade e deslumbrava vendendo de graça, o sonho da eternidade.

Esse é o Galileu que falava como homem e amava como Deus!